terça-feira, 16 de março de 2010

Em síntese Vitrúvio


Marcos Virtúvio Polião foi um arquitecto, agrimensor, engenheiro militar e urbanista romano que viveu no século I a.C. (~70- 25 a.C.).

Deixou para trás uma obra-prima, constituída por 10 volumes “De Architectura” (40 a.C.). Sendo esta obra dedicada ao Imperados Júlio César Augusto porque até Vitrúvio chegar a reforma prestou serviços militares ao imperador.

Esta obra também constituiu o único tratado europeu do período greco-romano que chegou até aos nossos dias e que ainda hoje serve de base para muitos trabalhos arquitectónicos, nomeadamente sobre a arquitectura clássica.

Assim sendo, Vitrúvio estabeleceu a base da Arquitectura Clássica: utilidade, beleza e solidez.

Durante a idade Média, Vitrúvio caiu no esquecimento pela falta de formação académica dos arquitectos, pois a arquitectura era classificada como uma espécie de artesanato e que deveria ser aprendida através da prática com arquitectos experientes.

O tratado

O tratado foi redescoberto na época do Renascimento e tornou-se o texto fundador de um entendimento moderno da arquitectura e da construção.

O 1º volume trata de como um arquitecto deve ser, ou seja, um arquitecto deve ter conhecimentos sobre as mais diversas ciências e artes como: Geometria, História, Matemática, Música, Medicina e até Astronomia.

O 2º volume refere-se aos materiais utilizados na construção de edifícios.

O 3º e o 4º volume refere-se a construção de templos e a importância dada a simetria.

O 5º volume refere-se aos diferentes tipos de prédios: fóruns, teatros e até portos, quebra-mar e estaleiros.

O 6º volume trata dos edifícios privados: casas urbanas e rurais.

O 7º volume remete a decoração interior das casas (inspirado em livros gregos).

O 8º volume refere-se aos processos de construção hidrológica e hidráulica, considerando-se como o pai da ciência da hidrologia, relógio de água e cisternas.

O 9º e o 10º volume referem-se respectivamente de astronomia e construção de relógios solares, além de maquinarias civis e militares.


Igualmente Vitrúvio com a sua inteligência e através dos seus estudos, conseguiu dar uma explicação mais prática sobre a ordem dórica ( primeira e mais simples das ordens arquitectónicas), “Tendo descoberto que o pé correspondia no homem à sexta parte da sua estatura, transferiram o mesmo para a coluna e qualquer que fosse o diâmetro da base do fuste, elevaram-no seis vezes na altura incluindo o capitel, deste modo, a coluna dórica começou a mostrar nos edifícios a proporção, a solidez e a elegância de um corpo viril.”

domingo, 14 de março de 2010

As Termas Romanas

As Termas Romanas são bastante importantes na história da civilização Romana. Isto porque, para além de serem o mais importante ponto de encontro para o convívio entre os cidadãos, serviam também como local de descontracção e relaxamento. As termas eram constituídas por três zonas: Frigidarium, Tepidarium e Caldarium. Era por esta ordem que se passava nas termas. A primeira zona, o Frigidarium, era a zona mais fria. Nela as pessoas eram untadas com um óleo. De seguida, no Tepidarium, era uma zona um pouco mais quente e era uma zona de massagens. Para finalizar, existia o Caldarium, a zona mais quente, com uma piscina aquecida e onde havia um maior convívio. Seria por isso, a sala maior. O sistema de aquecimento das termas romanas era extremamente desenvolvido. É designado por Hipocausto. Para além de aquecer a água, aquecia o chão e as paredes, isto tudo de uma forma controlada. O seu segredo só foi descoberto passados 2 mil anos. Por baixo do chão, eram construídos pequenos pilares em filas, que para além de sustentarem o chão acima, serviam de passagem para o ar quente. Existia uma fornalha onde estava uma fogueira, que tinha de seguida uma passagem para o ar aquecido. Essa passagem era a base das salas das termas. A sala mais quente (Caldarium) ficava mais próxima da fornalha, para que pudesse usufruir de mais calor, tanto para o seu chão e paredes como para a própria piscina. De seguida ficava o Tepidarium, que ainda recebia parte do calor no chão e em uma das paredes, que partilhava com o Caldarium. Para que o ar não ficasse poluído nas diversas salas, eram aplicadas no interior das paredes peças de cerâmica com cavidades, que estavam ligadas às passagens do calor no subsolo, o que permitia a libertação do ar usado e do fumo para fora das termas, pois estas cavidades iam dar aos telhados. As passagens entre as diversas câmaras e a fornalha tinham espaço para uma pessoa, porque os escravos tinham que as limpar. Para que não houvesse o risco de as pessoas se queimarem no chão das salas, o chão constituía várias camadas, na seguinte sequência: pilares, placas de suporte, cimento, e só depois o mármore ou os mosaicos.







Bibliografia

http://www.wikipedia.org/

http://www.historiadomundo.com.br/

http://www.youtube.com/watch?v=FKBc3_fKHtA&feature=fvst/

Trabalho realizado por:

Cláudia Lalanda nº1

Patrícia Ion nº20

10ºE

sábado, 13 de março de 2010